1989 | Critérios (i) (iv)
O Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, a norte de Lisboa, foi fundado no século XII pelo rei D. Afonso I. O seu tamanho, a pureza do seu estilo arquitetónico, a beleza dos materiais e o cuidado com que foi construído tornam-no uma obra-prima da arte gótica cisterciense.
A inscrição suscitou um investimento constante do Estado português na conservação do monumento e na melhoria das condições para a sua fruição pública. O aumento exponencial (mas controlado) do número de visitantes tem tido um impacto muito positivo na sustentabilidade do monumento e no incremento da economia local e regional. Por outro lado, o contacto com visitantes de todo o mundo tem contribuído para que a comunidade local valorize ainda mais o monumento, consciencializando-se para a importância da sua salvaguarda como herança cultural comum.
Valorizando o trabalho em rede, a cooperação e a consciencialização pública para a salvaguarda do património, o Mosteiro de Alcobaça organiza, desde 2016, o “Encontro Internacional de Abadias Cistercienses”, fórum anual dedicado à partilha de Boas Práticas de gestão destes sítios, com a participação de gestores e especialistas provenientes de toda a Europa. Neste contexto, em 2023, o Mosteiro de Alcobaça e a Ordem Cisterciense promoveram a criação da European Network of Cistercian Heritage, que hoje conta com mais de 30 membros em 14 países, incluído três sítios Património Mundial.
Com uma programação cultural de excelência na área da música e a realização de atividades educativas diversas, o Mosteiro de Alcobaça assume-se com um palco para a celebração da diversidade cultural. A educação para a Ecologia, com inspiração na ação dos monges de Cister na boa gestão dos recursos naturais, constitui outro dos focos da sua atividade.
A execução do Plano Diretor (2016 – 2026), em curso, garantirá a conservação adequada do Mosteiro de Alcobaça, a melhoria das condições de acessibilidade, de segurança e de gestão do fluxo de visitantes, a implementação de medidas de mitigação do impacto do turismo de massas no monumento e a comunicação mais eficaz do seu Valor Universal Excecional, com a melhoria da qualidade do usufruto, a integração de toda a propriedade no circuito de visita e a criação do núcleo museológico e do centro de interpretação.