Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas
e suas Fortificações

2012 | Critérios (iv)

Visão geral

Este bem dos séculos XVII a XIX, extensivamente fortificado, é um dos maiores sistemas de vala seca abaluartada do mundo. Dentro dos seus muros, a cidade contém casernas e outros edifícios militares, bem como igrejas e mosteiros. Embora Elvas detenha vestígios que remontam ao século X, a sua fortificação teve início quando Portugal recuperou a independência, em 1640. As fortificações desenhadas pelo padre jesuíta neerlandês Cosmander representam um dos melhores exemplos da escola holandesa de fortificações. O sítio também abrange o Aqueduto da Amoreira, construído para permitir que a cidade-quartel fronteiriça resistisse a longos cercos.

A classificação possibilitou a criação de equipamentos culturais através da reabilitação do património histórico permitindo o usufruto de quem nos visita, o aumento do número de alojamentos locais e rurais e de investimentos privados, e uma maior visibilidade no que concerne a mercados turísticos, viabilizando desta forma uma maior afluência de visitantes. No entanto, criou uma responsabilidade acrescida na manutenção do vasto património classificado, que ainda não corresponde às verbas destinadas para o efeito, uma vez que as receitas dos equipamentos ainda não são suficientes para satisfazer as necessidades de manutenção.

A Rota das Fortalezas Abaluartadas da Raia é um projeto financiado pelo Turismo de Portugal que envolve quatro municípios: Almeida, Elvas, Marvão e Valença. Esta Rota Temática consiste na criação de quatro Centros Interpretativos e, no caso de Elvas, o polo turístico será instalado no Forte da Graça. Este projeto tem como objetivos preservar, salvaguardar e promover os bens, reforçando a importância da arquitetura abaluartada na defesa da raia portuguesa.

A inscrição na Lista do Património Mundial é um marco muito importante para o sítio e para o desenvolvimento do mesmo, possibilitando construir uma ponte entre o património, o turismo cultural e a comunidade. Neste sentido, pretende-se dar continuidade à proteção e salvaguarda do património histórico, promovendo a sua reabilitação, e ao desenvolvimento dos equipamentos culturais, tornando-os mais atrativos com o intuito de divulgar não só o Bem classificado, mas também o restante património elvense.