2019 | Critérios (iv)
O Real Edifício de Mafra, também conhecido por Palácio Nacional de Mafra, foi mandado construir em 1717 por D. João V. É um vasto e impressionante edifício de estilo barroco italiano composto por um palácio real, uma basílica inspirada na de S. Pedro de Roma e um convento franciscano com capacidade para 300 frades. Inclui ainda o Jardim do Cerco, antiga cerca conventual, e a Tapada Nacional de Mafra.
A inscrição do Real Edifício de Mafra na Lista do Património Mundial, em 2019, levou ao aumento do número anual de visitantes (360 843 visitantes face a 340 695 em 2018), revelando um impacto positivo do ponto de vista do reconhecimento público da importância do sítio. Este aumento de público beneficiou as empresas locais, sobretudo a restauração e hotelaria. Presentemente, após as restrições da pandemia, o sítio é crescentemente escolhido para concertos, oferecendo uma variada agenda musical.
A gestão do Real Edifício Mafrense, composto por palácio, basílica, convento, jardim do cerco e tapada, é partilhada por cinco entidades: Direção-Geral do Património Cultural, Escola das Armas, Câmara Municipal de Mafra, Tapada Nacional de Mafra e Paróquia local. Tendo em vista a colaboração, e antecipando a inscrição do bem na lista de património mundial, as cinco entidades criaram, por protocolo de 15 de fevereiro de 2019, uma unidade de cooperação que visa prosseguir objetivos comuns e partilhar recursos.
No âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência português (PRR) estão previstos fundos destinados a melhorar o estado de conservação do Real Edifício Mafrense, nomeadamente da basílica e palácio, incluindo a biblioteca. Assim, a curto prazo decorrerão intervenções na basílica, em todo o seu interior e em parte do seu exterior. No palácio serão recuperadas as fachadas exteriores, incluindo rebocos e caixilharias. Por último, na biblioteca será feita a conservação preventiva do edificado e das estantes.