1983 | Critérios (i) (ii)
O Mosteiro dos dominicanos da Batalha foi construído para comemorar a vitória dos portugueses sobre os castelhanos na batalha de Aljubarrota, em 1385, tornando-se o principal projeto arquitetónico da monarquia portuguesa no século seguinte. Ostenta um estilo gótico muito original, cuja evolução foi profundamente influenciada pela arte manuelina, como demonstra a sua obra-prima, o Claustro Real.
A inscrição do Mosteiro da Batalha na lista de Património da Humanidade é uma distinção que reflete a sua extraordinária riqueza patrimonial , reconhecida cedo pela UNESCO, e cujo estatuto tem favorecido a sua salvaguarda, nomeadamente o investimento sistemático na conservação e requalificação, bem como tem sido um estímulo substancial à sua visita, comprovada pelo crescente número de visitantes nacionais e, sobretudo, estrangeiros.
O Mosteiro da Batalha, cuja construção se iniciou em 1387, é o resultado de uma fusão singular entre a arquitetura monumental e tradições pictóricas, , sobretudo vitral, desenvolvidas tanto em Portugal como noutros países da Europa Central e Ocidental. Está entre os maiores e mais inovadores estaleiros de construção dos reinos ibéricos do final da Idade Média e do início da Modernidade.
Desde a sua fundação, o Mosteiro da Batalha tem sido um forte símbolo de identidade cultural e política, manifestando-se de diversas formas em fontes doutrinais, historiográficas e literárias.
O Mosteiro da Batalha tem dinamizado uma intensa programação a partir de quatro eixos estratégicos: a conservação e requalificação; a educação para o património; a investigação e internacionalização; e a relação com a comunidade.
Os projetos de investigação associados a centros nacionais e internacionais de investigação têm sido recorrentes, bem como a aposta nos serviços educativos e numa programação de educação para o património. Têm sido inúmeras as atividades culturais desenvolvidas, destacando-se as parcerias que envolvem outros sítios e monumentos Património da Humanidade.